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Por que não digo o que quero?    

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11/09/2013

Muitos clientes que comparecem ao meu consultório chegam com a mesma questão curiosa em seus relacionamentos interpessoais: não conseguem pedir ou dizer sinceramente o que querem ou desejam.

Por diferentes motivos as pessoas não falam sobre o que desejam e sentem-se frustradas e infelizes por isso.

Se você é uma dessas pessoas reformule algumas crenças que só atrapalham a sua vida.

Em geral, há uma crença de que o outro deve interpretar nossas demonstrações e inferir descobrindo sem que haja uma comunicação direta e clara sobre o fato, o que dificulta os relacionamentos de mareira geral.

flor

Existem diversas explicações para esse fato ocorrer, uma delas é o medo de magoar, a vergonha, a dificuldade de expressar de forma assertiva, e crenças disfuncionais de que o pedido, ou a expressãoo do que se quer, é uma humilhação.

O que ocorre com essas pessoas é que, como não expressam seus sentimentos e emoções, acabam por explodir em momentos inadequados, gerando um conflito muito maior. As emoções ficam retidas até chegarem a um ponto em que a pessoa não consegue mais retê-las e extravasam em todas as direções, sem saber explicar o motivo e sem se chegar a lugar algum, depois se sentem culpadas ou envergonhadas.

Toda emoção sentida precisa ser ouvida, precisa ser aceita. Muitas pessoas recusam-se em admitir se estão com raiva ou tristes, por acharem que esses sentimentos são ruins ou feios, e não devem ser expressos e nem aceitos. Essas pessoas aprenderam que não devem expressa-los de forma alguma. A pessoa precisa entender, que esses sentimentos são perfeitamente normais e naturais, e todos nós os sentimos, querendo ou não. Admitir e entender os motivos para poder lidar com esses sentimentos é o primeiro passo, depois descobrir uma forma de comunica-los de mareira assertiva, é o segundo.
A psicoterapia busca auxiliar a pessoa a identificar esses sentimentos e os seus desejos, e como expressa-los de forma objetiva e realista. Aprender a dizer o que se quer e a fazer pedidos, sabendo que se pode ouvir um não, e lidar de forma pragmática com esse não, ajudará essa pessoa a encarar melhor estas situações e a viver mais feliz, sem ilusões e frustrações.

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Entendendo o Autismo

11/09/2013

O autismo é um transtorno global do desenvolvimento infantil que se manifesta antes dos 3 anos de idade e se prolonga por toda a vida.
Segundo a ONU, cerca de 70 milhões de pessoas no mundo sofrem deste transtorno, sendo que, em crianças, esse número é mais comum que:
o O câncer
o A Aids
o A diabetes

O autismo é caracterizado por um conjunto de sintomas, a chamada tríade do autismo – problemas nas áreas da socialização, comunicação e do comportamento. Dentre essas, a área mais comprometida é a interação social.

Entretanto, isso não significa dizer, de forma absoluta, que uma pessoa com autismo não irá conseguir e nem poderá desempenhar seu papel social de forma bastante satisfatória.

Mergulhando na Tríade do Autismo

AUTISMO

1 – Disfunções Sociais

A base da tríade de sintomas do autismo é a dificuldade de socialização.

Existem crianças com problemas mais graves, que praticamente se isolam em um mundo de inacessível acesso para outras pessoas; há outras que não conseguem se socializar com ninguém; existem também aquelas que apresentam dificuldades bastante tênues, quase imperceptíveis para a maioria das pessoas ao redor, inclusive para profissionais que tratam o transtorno.

A criança com autismo não escolhe ficar sozinha, mas a falta de habilidades sociais a manté distante das outras crianças.

Compreender a fundo os sentimentos e percepções dos portadores do autismo é o primeiro passo para que possamos ajudá-los.

2 – Disfunção da Linguagem

Desde crianças, aprendemos a interpretar expressões faciais e a linguagem corporal das pessoas com quem interagimos. A maior parte da comunicação vem da linguagem não verbal (55% segundo pesquisas). A confluência daquilo que dizemos com a maneira como o expressamos passa uma mensagem com riqueza de sinais e repleta de intenções subentendidas.

*Ter prejuízo nessa capacidade de avaliação pode deixar a pessoa sem recursos para interpretar situações, resultando numa impressão por partes das outras pessoas de ser ingênua, e pior, inconveniente.

Algumas crianças com autismo podem ter excelente desenvolvimento da linguagem falada, e, por vezes, emitem palavras de forma bem correta e formal. Já em outros casos, os pais percebem que, com um ano de idade, sobrinhos ou “coleguinhas” já articulam as primeiras palavras, mas seus filhos ainda não. A preocupação aumenta quando, a partir dos 2 anos de idade as crianças nem parecem ouvir quando são chamados.

A ausência da fala, na maioria dos casos, é o fator que mais preocupa os pais e o que os motiva a procurar ajuda.

Fatores esses que geram angústia, tanto para o filho, que não consegue se expressar, quanto para os pais, que se sentem impotentes frente à situação.

3 – Disfunções Comportamentais

A cultura de qualquer grupo é determinada pelas regras de convivência ou padrões de comportamento aceitáveis socialmente.

No autismo, os padrões de comportamento independem de raça, credo ou nacionalidade. Tais comportamentos não estão relacionados a costumes.

Os comportamentos das pessoas com autismo se dividem em 2 tipos:

I – comportamentos motores estereotipados e repetitivos: como pular, balançar o corpo e/ou mãos, bater palmas, agitar ou torcer os dedos e fazer caretas.
Não seguem os comandos, fazem apenas o que é do seu interesse. Querem sempre as mesmas coisas e do mesmo jeito. Algumas pessoas confundem esse sub-tipo com TDAH, mas essa hiperatividade física é diferente daquela que é portadora de TDAH. Os movimentos repetitivos no autista têm por objetivo a autoestimulação, porém, na maioria das vezes, essa agitação de movimentos não tem função.

II – comportamentos disruptivos: são as compulsões, rituais e rotinas, insistências e interesses que são caracterizadas por uma aderência rígida a alguma regra ou mesmo necessidade de ter as coisas somente por tê-las.
Nesse grupo algumas crianças apresentam tremenda capacidade de memorização de uma grande quantidade de informações sobre determinado assunto. Processo esse que causa admiração nas pessoas adultas ao redor classificando-as como “pequenos gênios”.

As crianças apresentam um padrão anormal e restrito de interesses, exagerado em foco e intensidade para crianças de baixa idade.

Conclusão

*Uma pessoa com autismo sente, olha e percebe o mundo de maneira muito diferente das outras pessoas. Pais, professores, profissionais e a sociedade como um todo precisam mergulhar em seu universo particular e perceber o mundo da mesma forma que ela o vê.

Compreender esse transtorno pode ser relativamente simples quando estamos dispostos a nos colocar no lugar do outro e a resgatar a nobreza de saber conviver com as diferenças. Talvez seja esse o maior desafio, não somente dos profissionais da área de psicologia, pedagogia, psiquiatria, neurologia, fonoaudiologia, como também de todas as pessoas que venham a conviver com uma pessoa autista: aceitar o diferente e ter a oportunidade de aprender com ele.

Imbuídos desse espírito, os resultados dessa empreitada serão extraordinários e transformadores na vida da pessoa com autismo, bem como, da sua família.

* – Profa Ana Beatriz Barbosa Silva – Autora Mentes e Manias e Mentes ansiosas.

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