Transtorno do Pânico

Transtorno do Pânico – o mal da atualidade

10/08/2015

Transtorno do Pânico é segundo o Cid X (Categoria Internacional dos Transtornos Mentais) é um transtorno de ansiedade, onde episódios de descarga intensos provocam mal estar em diversas áreas do organismo da pessoa.

A sensação de quem está sofrendo um ataque de pânico é aguda e vem associada ao pensamento de que irá ocorrer ou está ocorrendo algo muito grave com sua saúde, mesmo que na maioria das vezes a pessoa não se dê conta desse pensamento. Na realidade, a descarga que ocorre no sistema neurovegetativo é intensa e afeta diversas áreas do organismo da pessoa, fazendo-a perceber que algo está errado, em desequilíbrio. Surgem tremores, taquicardia, dores ou problemas gastrintestinais, suor excessivo entre outros sintomas. Então a pessoa corre para a emergência médica e busca saber o que está ocorrendo com seu corpo. Quando se depara com os resultados após fazer exames, de que não tem nada físico, fica perplexa e não compreende bem por que teve tal mal estar, e muitas das vezes se sente culpada. Alguns médicos, por diagnósticos imprecisos, ou seus familiares desdenham do seu mal estar, que é passageiro e menosprezam dizendo ser algo do seu psicológico, como se fosse algo consciente e de sua escolha, ter as sensações que são extremamente fortes e desagradáveis. Só que ela não quer e nem deseja e ninguém gostaria sentir tamanho mal estar. O que ocorre é uma reação fisiológica do organismo mostrando a pessoa que algo está errado em sua vida. Na maioria das vezes, sobrecargas de trabalho, ou repressão de sentimentos recorrentes dentre tantos outros são a origem, mas pessoa não consegue perceber isso claramente e demora a aceitar que seu estilo de vida está errado. Várias justificativas e suposições serão dadas e criadas para não lidar com a origem profunda desse mal estar, já que o sintoma não surgiu de um dia para outro. Surgiu após casos de anos e anos de supressão de afetos, recusa de expressão desses afetos e sofrimento que não foram dados a devida atenção. Então como remover e lidar com esses mal estar?

Os clientes que me procuraram com essa queixa são pessoas bem sucedidas, com família estruturada e não compreendem o que está ocorrendo, nem aceitam estarem sofrendo desse problema. Querem uma melhora rápida, na maioria das vezes em algumas semanas.

São pessoas extremamente apressadas, perfeccionistas e que não se permitem perder tempo com coisas insignificantes que lhe atrapalhem a vida, como um problema desses. De repente algo inesperado a atrapalham sua vida e se vêem obrigadas a parar seus projetos e repensar e se deparar com sentimentos que não querem se dar conta, querem esquecer, e neste ponto, está formado o grande impasse. Não acham que devem mudar nada em sua vida e que isso não deveria estar acontecendo consigo, pois afirmam que não criaram esse problema.

Quando essa pessoa observa que não tem jeito e já está sofrendo de ataques recorrentes de pânico, já passou por diversas emergências e está tomando algum medicamento, mas nada resolve, então decide tentar a psicoterapia.

Às vezes demora anos até que isso ocorra (quanto mais tempo, mais seqüelas ocorrem). No entanto a nossa sociedade, e os pares dessa pessoa, seus companheiros no trabalho, na família estão muito acostumados com a pessoa produtiva que sempre foi e ao começar as mudanças que a psicoterapia irá propiciar após alguns meses dependendo do caso, começam a reclamar mesmo que veladamente da mudança que está ocorrendo com ela, de não estar mais tão tolerante e falhando mais, ou não tão empenhada no trabalho, ou em casa. Achando que não está se esforçando como antes, quando na verdade está se esforçando muito e todo excesso de esforço foi o que ocasionou a ruptura do funcionamento saudável.

Esse transtorno muito das vezes vem associado à depressão, principalmente quando a pessoa demora muitos anos a procurar ajuda e começa a desenvolver crenças de que não é capaz de lidar com questões do dia a dia. Isola-se do trabalho ou da família e as coisas pioram provocando sentimentos muito fortes de tristeza associada ao medo intenso.

É muito importante que se você conhece alguém que esteja passando por isso ou talvez você mesmo esteja passando, procure ajuda especializada e aceite que não é vergonha nenhuma nem é sua culpa, mas sim as circunstancias que geram e que se não for falado e desvelado que fatores desencadeantes, nada irá mudar. Quanto mais se esconde a dor ela não desaparece, apenas desloca-se por algum tempo e tende a aumentar. Por isso, coragem e busque descobrir a si mesmo e investigue a raiz do problema. Se sozinho você já tentou resolver e não conseguiu, tente com a colaboração de um profissional que estará presente não para julgá-lo, mas para ouvi-lo e buscar juntos novos caminhos e a solução.

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